Segue o depoimento:
Há um pouquinho mais de 15 anos, eu descobri que minha mãe estava grávida. Tenho que confessar que a primeira coisa que eu disse que eu queria era um menino, pra não ter que dividir minhas Barbies, mas depois, conversando com a minha babá Isabel, cheguei a conclusão que realmente seria melhor uma menina, porque se fosse menino, eu não ia ter que emprestar minhas Barbies, mas elas desapareceriam do meu quarto e seriam destruídas.... hahaha... Então, quando finalmente me falaram que vc era uma menina, fiquei feliz. Até porque, eu tinha 7 anos, até vc querer brincar de Barbie, talvez eu não estivesse mais brincando em elas... hahaha
Antes daquilo, um dia, meus pais tavam pensando em nomes para o futuro bebê. A única condição: tinha que ser um nome com E. Como eu tinha acabado de voltar do RS e lá uma moça, chamada Elisa, tinha praticamente me "adotado" durante a viagem, advinha? Todo mundo que ligava lá em casa e me perguntava como a minha irmazinha ia chamar, eu respondia: "Elisa". "Mas e se for menino?" - diziam as pessoas. "Não vai ser não. Vai ser menina e vai chamar Elisa". Hahaha...
Aí, dia 25/11/1995, lembro que eu estava na sala, assistindo TV e brincando de Barbie, pra variar, quando minha mãe e meu pai desceram a escada e me falaram que estavam indo pra Ribeirão, que o bebê ia nascer. Chamaram a Isabel de novo, e lá eu fiquei com ela. Fiquei superanimada. Arrumamos o quarto, fizemos um cartaz e ficamos lá esperando. A tarde, tocou o telefone. Era meu pai, dizendo que a Elisa tinha nascido, e estava bem. No dia seguinte, fui visitar a criaturinha. Fiquei toda feliz quando minha mãe me deixou segurar aquela coisinha estranha e pequena no colo. Mal eu sabia que lá estava uma das pessoinhas mais importantes da minha vida.
No dia seguinte, todo mundo em Franca de novo. Mas como todo mundo sabe, recém nascidos choram. E no caso da Elisa, MUITO. Minha irmazinha sempre foi mais chorona, desde o primeiro dia de vida.
Antes daquilo, um dia, meus pais tavam pensando em nomes para o futuro bebê. A única condição: tinha que ser um nome com E. Como eu tinha acabado de voltar do RS e lá uma moça, chamada Elisa, tinha praticamente me "adotado" durante a viagem, advinha? Todo mundo que ligava lá em casa e me perguntava como a minha irmazinha ia chamar, eu respondia: "Elisa". "Mas e se for menino?" - diziam as pessoas. "Não vai ser não. Vai ser menina e vai chamar Elisa". Hahaha...
Aí, dia 25/11/1995, lembro que eu estava na sala, assistindo TV e brincando de Barbie, pra variar, quando minha mãe e meu pai desceram a escada e me falaram que estavam indo pra Ribeirão, que o bebê ia nascer. Chamaram a Isabel de novo, e lá eu fiquei com ela. Fiquei superanimada. Arrumamos o quarto, fizemos um cartaz e ficamos lá esperando. A tarde, tocou o telefone. Era meu pai, dizendo que a Elisa tinha nascido, e estava bem. No dia seguinte, fui visitar a criaturinha. Fiquei toda feliz quando minha mãe me deixou segurar aquela coisinha estranha e pequena no colo. Mal eu sabia que lá estava uma das pessoinhas mais importantes da minha vida.
No dia seguinte, todo mundo em Franca de novo. Mas como todo mundo sabe, recém nascidos choram. E no caso da Elisa, MUITO. Minha irmazinha sempre foi mais chorona, desde o primeiro dia de vida.
E eis a primeira adaptação que eu tive que fazer: dormir com a porta do quarto aberta, nunca mais... hahaha... Ou era fechar a porta ou ficar acordada a noite inteira....
Meus pais, com medo que eu ficasse com ciúme do meu espaço de filha única roubado, me encheram de presentes no Natal e meu pai me levou pra passear em São Paulo, no Zoológico e no Simba Safari. Mas eles nunca souberam que aquilo não foi necessário (apesar de eu ter amado, sem dúvida alguma), porque nunca na minha vida eu sentiria ciúme daquela pessoazinha mínima que tinha vindo invadir nossas vidas...
Meus pais, com medo que eu ficasse com ciúme do meu espaço de filha única roubado, me encheram de presentes no Natal e meu pai me levou pra passear em São Paulo, no Zoológico e no Simba Safari. Mas eles nunca souberam que aquilo não foi necessário (apesar de eu ter amado, sem dúvida alguma), porque nunca na minha vida eu sentiria ciúme daquela pessoazinha mínima que tinha vindo invadir nossas vidas...
Dali pra frente, sem muitas variações da vida de todos os irmãos de várias famílias espalhadas por aí. Como a diferença de idade era grande, eu sempre levava bronca: "Olha a sua idade, você tem que entender que ela é muito mais nova que você!" etc etc etc. Mas faz parte né?
Quando a Elisa ficou grande o suficiente pra entrar na escola, tenho que confessar que fui mais chata que a minha mãe. "Errou quando tava escrevendo? Pode tratar de apagar a palavra inteira, e não só uma letra. Fica feio. Não quer apagar? Pode deixar que eu apago". "Melhora a letra menina. As pessoas tem que entender o que vc escreve. Os professores sempre elogiaram a minha, quer que eu te mostre?"
E assim foram passando os anos. A coisinha pequena foi crescendo e cada vez mais entrando no meu coração. Foram quantos momentos inesquecíveis?? Nem dá pra contar... Adorava passar a tarde jogando videogame com ela (na verdade, jogando por ela e ela achando que estava abalando... hahaha), ler a coleção toda de Harry Potter em voz alta porque o livro era muito grande pra ela ler naquele tempo, ir com ela no Parque da Mônica... enfim, coisas bestas, mas que tinham um significado enorme.
E hoje, a pessoazinha rosa, enrugada e pequena está fazendo 15 anos e eu posso dizer que eu me sinto mega orgulhosa da pessoa que ela vem se tornando. Chata, chorona, teimosa, antisocial, linda, inteligente, amiga, companheira de seriados, cinema, conversas inúteis no msn, brigas, abraços, viagens, musicais... Não seria nada sem a minha parceira número 1, a melhor irmã que eu poderia ter pedido a Deus.
E assim foram passando os anos. A coisinha pequena foi crescendo e cada vez mais entrando no meu coração. Foram quantos momentos inesquecíveis?? Nem dá pra contar... Adorava passar a tarde jogando videogame com ela (na verdade, jogando por ela e ela achando que estava abalando... hahaha), ler a coleção toda de Harry Potter em voz alta porque o livro era muito grande pra ela ler naquele tempo, ir com ela no Parque da Mônica... enfim, coisas bestas, mas que tinham um significado enorme.
E hoje, a pessoazinha rosa, enrugada e pequena está fazendo 15 anos e eu posso dizer que eu me sinto mega orgulhosa da pessoa que ela vem se tornando. Chata, chorona, teimosa, antisocial, linda, inteligente, amiga, companheira de seriados, cinema, conversas inúteis no msn, brigas, abraços, viagens, musicais... Não seria nada sem a minha parceira número 1, a melhor irmã que eu poderia ter pedido a Deus.
Babe, te desejo tudo de bom no mundo! Minha vida com certeza não seria a mesma coisa sem você! To aqui sempre, pro que der e vier, para tudo que a vida jogar em cima da gente...
E que venham mais muitos anos de seriados, musicais, viagens, conversas inúteis e filosóficas e desesperadas no msn. E lembre-se: grandes festas de Natal e Ano Novo coletivas, em família, hein??
Ninguém me conhece e me entende mais que você.
TE AMO MUITO!
Aproveite seus 15 anos... depois é faculdade, trabalho... enfim, você já sabe!
E que venham mais muitos anos de seriados, musicais, viagens, conversas inúteis e filosóficas e desesperadas no msn. E lembre-se: grandes festas de Natal e Ano Novo coletivas, em família, hein??
Ninguém me conhece e me entende mais que você.
TE AMO MUITO!
Aproveite seus 15 anos... depois é faculdade, trabalho... enfim, você já sabe!
Beijos enormes da sua irmã mais velha! (que é um anjo!!! Hahaha...)
