Ontem fui seguir um blog de uma amiga minha, a Migi (que aliás, recomendo muito: http://ctm-infinitoparticular.blogspot.com/), e acabei entrando no meu blog. Deu saudades de publicar alguma coisa, mesmo que seja as coisas inúteis que eu sempre escrevo. De vez em quando me dá uma loucura e eu resolvo aparecer de novo. Aliás, eu sou bem assim mesmo, meio de fases. Minha irmã que sempre comenta: a Érica quando vicia em alguma coisa, socorro, só fala nisso.
Se eu for repensar, a vida toda fui meio assim. Quando era bem nova, só gostava de Barbies. "Filha, o que você quer de presente de aniversário?", e eu: "A Barbie ginasta, mãe!". "E de dia das crianças: o carro da Barbie, mãe!" e assim por diante. Vivia no mundo cor de rosa das Barbies o dia todo. Quando tinha uns 6 anos, lançou "O Rei Leão". Sai do cinema vidrada naquela história, era tão absurdamente linda, que quando saiu pra alugar, minha mãe pegou a fita que era locação diária e ficou com ela por 15 dias, porque eu não parava de assistir nunca! E não era uma vez por dia não. Umas 5 ou 6, no mínimo. Sempre fui assim, meio intensa e louca com as coisas... E assim foi indo: Carrossel, Spice Girls, Chiquitias, A Usurpadora, O Diário de Daniela, Backstreet Boys (até hoje, meu maior vício), Harry Potter, seriados de mil tipos... entre mil e uma outras coisas...
O que mais me impressiona é que, quando a fase do pico do vício passa, eu continuo a gostar das coisas. Não consigo me lembrar de algo que eu tenha sido viciada e hoje não possa ver. Passado esse ápice, eu começo a gostar das coisas da maneira que as pessoas normais gostam. Vejo "O Rei Leão" de novo mil vezes, se precisar. Certeza que "perderia" horas preciosas da minha vida assistindo cada momento de Carrossel, se reprisassem. Ainda sonho em ir num show dos Backstreet Boys... Não sei explicar bem, mas todos os meus ex-vícios são coisas que hoje me fazem infinitamente bem. Acho que me trazem momentos do passado que me fizeram felizes, que o subconsciente relembra, sei lá! Só sei que me dá uma paz de espírito e traz uma certa alegria sempre que faço algo relacionado às paixões dos velhos tempos...
Pensando a fundo, acho que sempre vou ser assim. É uma característica minha, algo pessoal meu, que não quero abrir mão... Tem coisa melhor do assistir o episódio final do seu seriado preferido, que você estava esperando a tanto tempo, e ver que o que você torcia desesperadamente pra acontecer, realmente aconteceu? Ou chegar em uma livraria e comprar aquele livro que você esperava ansiosamente para ler e passar a noite toda lendo para descobrir como realmente acabou? Pra mim, não tem mesmo. São esses momentos pequenos, mas que trazem felicidades, que me ajudam a viver a vida. Pode ser a prova mais importante no dia seguinte, mas não passo um dia ser assistir um seriado, sem ler um capítulo de um livro. Por serem vícios, acho que às vezes eles acabam extrapolando um pouco, mas o que eu posso fazer? Continuo aproveitando o máximo do que toda essa loucura absurda me traz. E digo ainda: não trocaria a minha insanidade por nada nesse mundo!
E eu acho que é só por enquanto! Obrigada pela paciência de quem leu!! (se alguém ler, né?)