sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Menina de Vinte

Ano passado minha madrinha me deu de presente de Natal um livro: "Menina de Vinte", da Sophie Kinsella, mesma autora da série da consumista Becky Bloom, que conquistou tantas pessoas que virou até filme uns anos atrás. Esse foi o primeiro livro da autora que eu li. Vou confessar que não terminei a coleção toda. Gostei do livro, mas não sei, acabei enrolando e ainda não li a continuação.  Depois, ano passado, ganhei "Lembra de mim" de uma amiga. Juro que foi uma boa surpresa. Gostei bem mais desse livro do que do primeiro. E a história se repetiu mais uma vez. Me surpreendi novamente e gostei mais de "Menina de Vinte" do que "Lembra de mim". Sophie Kinsella tem um jeito meio característico de escrever. Todas as suas histórias tem um jeito que logo de cara você sabe que ela é a autora, mas, diferentemente de Dan Brown, os livros não vão ficando mais e mais previsíveis conforme o número de livros que você lê. Ela sempre nos surpreende com enredos completamente diferentes.


"Menina de vinte" conta a história de Lara Lingdon, uma londrina de 27 anos que não está em um dos melhores momentos de sua vida. Seu namorado terminou com ela (apesar dela ter certeza que foram feitos um para o outro) e sua sócia resolveu ir pra Goa, onde encontrou um namorado e ficou, deixando a protagonista perdida no seu novo emprego de caça-talentos. Se não bastasse, seus pais e familiares não a deixam sossegada um só minuto com perguntas sobre a sua vida.

 O livro começa com o funeral de sua tia-avó Sadie, que faleceu aos 105 anos. Tanto Lara quanto seus familiares estão no velório por obrigação. Ninguém mais a visitava no asilo onde morava e querem desesperadamente que a cerimônia se encerre logo para que possam voltar pra suas vidas. Porém algo inesperado acontece: uma garota de uns 20 anos, com roupas estranhas, aparece, pedindo que Lara ache seu colar. Lara leva um susto, até perceber que se trata do fantasma de sua tia-avó. Sadie, na sua versão de 20 e poucos anos de idade,  fala para que ela invente uma história para que parem com o velório e a cremação, pois ela precisa de seu colar. Lara, meio desorientada com aquele aparecimento, grita que a tia foi assassinada. Conclusão: o velório para e ela tem que depor na polícia. E daí a história se desenrola. Lara, meio contrariada, resolve procurar o colar de Sadie, para se livrar da fantasma de uma vez por todas. No meio de toda a loucura, com sua obsessão pelo ex-namorado, o problema do emprego, a busca pelo colar e as tudo que a fantasma faz a moça passar, uma nova amizade surge, além de novas oportunidades e um jeito "anos 20" de ver a vida.

Recomendo muito para quem gosta de um romance leve e bem divertido, enfim, pra quem gosta de Chik-Lits. Foi um livro que me divertiu e que eu ficava muito curiosa pra saber o que ia acontecer, tanto com a Lara como com a Sadie. Sem contar que conta um pouquinho dos anos 20, apesar de ser apenas pincelado, e adoro essas coisas que mesclam diferentes gerações.

2 comentários:

Elisa disse...

Olha, essa Sophie Kinsella tem uma baita imaginação, não? Até que me surpreendeu a história, não imaginava que fosse algo assim! Mas não sei se eu vou lê-lo um dia... De qualquer maneira, desreveu bem! Beijão!

Elini Nanci Saltori disse...

Gostei da história. Livros que mesclam fantasia e realidade me atraem. Vai entrar na minha lista de leituras. Beijos.